CarlosaxCritical Sketches - 10 anos!

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Reveja as 7 temporadas e as Rapidinhas da primeira série portuguesa de animação online

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Polígrafo: o Che Guevara foi uma figura simbólica e fofinha?

O que está em causa?
O Che Guevara é um ícone muito popular, está presente em diversos artigos desde t-shirts até almofadas ou mesmo peluches! Esta admiração advém do facto de Che Guevara ter sido uma figura preponderante na revolução cubana. A lenda afirma que ele foi um autêntico "Jesus" que apenas praticou o bem, ajudou imensas pessoas e foi um autêntico herói, daí ser admirado por milhares de pessoas por todo o mundo que ainda o idolatram.
Mas, terá isso sido verdade?

Comecemos pelo simples facto de Che Guevara ter participado ativamente numa revolução que impôs uma ditadura. Meus amigos, isto é o mesmo que Jesus Cristo há 2000 anos ter profetizado ideias de fascismo e ter criado um clube terrorista com o objetivo de deitar abaixo o Império Romano. "Que viesse o diabo e escolhesse" diria o leitor. Tudo bem, mas para a nossa análise o importante é que consideremos que o lugar de quem defende tais ideias é no hospital psiquiátrico e não numa almofada ou num peluche, que eventualmente, ofereceremos a uma criança, não é?
Depois, continuemos pelo facto de, como médico (que jurou que salvaria vidas e tal...), ter vestido a farda militar, ter alvejado e morto algumas pessoas, e ter participado em execuções sumárias. Sim, estão a ver aquela imagem de vários judeus alinhados contra uma parede e serem fuzilados por soldados nazis? Ele fez, exatamente, o mesmo!
A seguir, passemos ao facto de ter apoiado campos de concentração para "reeducação" para onde atiravam gays, alcoólicos, católicos e afins. Mas, mas, mas... os campos de concentração nem são assim tão maus desde que não tenham câmaras de extermínio... certo? Nem por isso, (também) foi com eles que Estaline exterminou 2x mais pessoas que Hitler e só não precisou de cianeto de hidrogénio porque o frio da Sibéria bastava!

Assim sendo, à luz destes factos, é seguro afirmar que não, Che Guevara não foi de todo fofinho, e se realmente é considerada uma figura simbólica, é-o nos mesmos termos em que uma latrina também o é.

Na escala de classificação do CarlosaxCritical, esta afirmação é:
Falsa

domingo, 13 de dezembro de 2020

Médicos/Professores/Jornalistas pela Verdade

À primeira vista, as alegações destes movimentos "pela verdade" parecem inocentes, e até poderão fazer algum sentido... Pelo menos, não vão tão longe como alguns que dizem que o vírus foi fabricado na China para provocar uma nova crise global... Mas esquecem-se dos bons argumentos: quem beneficiaria com tal crise? Se as pessoas perderem poder de compra irão comprar o quê e a que magnata ou vilão do James Bond?
Bom, então o que defendem?

De uma forma simples, defendem que isto do Covid-19 não é assssiiiimmm tão grave!
Vamos lá ver uma coisa, primeiro vamos analisar a definição de "grave". Para um médico, "grave", como por exemplo "ferido grave", significa "ter de passar umas miniférias no hospital", nada demais, como quem vai de fim-de-semana para o Gerês, só que em vez de ficar num hotel de 4 estrelas fica num hotel recheado de médicas e enfermeiras sensuais (até aqui tudo bem), possivelmente com dores ou até perto do falecimento (afinal, já não é assim tão bom). Já para uma pessoa normal, "grave", significa ser esborrachado pelo Godzilla e depois ser socado pelo Exterminador e o Rambo ao mesmo tempo durante 24h seguidas! Portanto, acredito que os profissionais de saúde pensem que ter Covid-19 possa não ser "grave" mas, na realidade, até pode ser! Eu sei do que falo, já aqui o disse, tive Covid-19, sou um indivíduo cuja saúde está ali entre o normal e um atleta olímpico e, considero que é uma doença "grave"! Ok? Sou daqueles indivíduos "à Rambo" que só pondera ir ao hospital apenas se não conseguisse fazer uma tala com um ramo e uma camisa velha caso partisse o braço; e estando consciente dessa filosofia, ao fim de 3 dias com Covid-19 questionei-me se não seria melhor ir às urgências!? Por acaso não fui, mas ponderei!
Para entenderem melhor, em termos comparativos, "muito grave" seria igual a "ser atropelado por um camião TIR" e "fazer férias" de 6 meses no hospital enquanto se luta pela vida, enquanto que "ligeiro" seria ter uma simples constipação. Metam na cabeça: o Covid-19 é uma doença grave!

Agora, eu pergunto, caros senhores "pela verdade": tendo em conta que A MAIORIA da população portuguesa é, ou idosa, ou tem saúde entre um cadáver e o normal, ou simplesmente são "queixinhas" e consideram umas simples constipações (classificadas como "ligeiro", lembram-se?) como umas verdadeiras urgências (atenção, isto é algo que, incrivelmente, acontece todos os anos! Há pessoas que realmente se deslocam às urgências para tratarem simples constipações!)... eu questiono-vos se, acham mesmo que se A MAIORIA da população ficasse doente com Covid-19 toda de uma só vez e se as cidades se transformassem em cenários do The Walking Dead, essa seria uma alternativa melhor a simplesmente ficar em casa e evitar ser contaminado com o que quer que seja que "navios" de bactérias e vírus chamados humanos transmitem?? Até vos digo mais, quem me dera que fosse permitido fazer quarentena voluntária no inverno para evitar apanhar gripes e constipações!
É que se realmente estiverem dispostos a isso, tenho uma proposta: abram as vossas casas para receberem centenas de "queixinhas" por dia que têm os pulmões entupidos com merda! Se fizerem isso, talvez os políticos considerem remover estas "medidas chatas"... aceitam o desafio?

Mais uma vez, se toda a gente fosse responsável e tivesse saúde de ferro, sim, consideraria que isto seria tudo um enorme exagero. Só que não é, "toda a gente" é como o Zé Povinho que vai trabalhar mesmo que esteja constipado para que consiga infetar a maioria das pessoas sem que antes tenha passado pelas urgências sabe-se lá porquê! Há de chegar o dia em que, tal como a proibição de fumar em certos espaços foi criada para proteger as pessoas dos imbecis que se estão a cagar para os outros, será proibido entrar num local fechado constipado ou engripado sem máscara, anseio por tal medida, mas como ainda não existe, é o que temos de momento.
Pensem nisso.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Polígrafo: existiu racismo no jogo PSG vs Basaksehir da Liga dos Campeões?

O que está em causa?
O jogo da Liga dos Campeões entre Paris Saint-Germain (PSG) e Basaksehir foi interrompido por o 4º árbitro se ter referido ao treinador adjunto do clube turco de forma, alegadamente, racista. Terá sido assim?

Ao 14.º minuto do PSG-Basaksehir, Sebastian Coltescu chamou o árbitro principal, Ovidiu Hategan, para expulsar o treinador adjunto do clube turco. "O negro está ali, vai lá ver quem é. O negro que está ali, não pode agir desta forma", disse Coltescu em romeno. Essas palavras foram captadas pelo visado, Pierre Webó, que ripostou de imediato e de forma insistente: "Porquê o negro? Porquê o negro?". (in JN)

Ora, quando nos referimos a alguém utilizando, única e exclusivamente particularidades físicas únicas e distintivas, como por exemplo, "o gordo" para nos referirmos a um obeso ou "o caixa de óculos" para alguém que utiliza óculos ou "o azeitolas" para alguém que não tem noção de bom gosto, fazemo-lo apenas para identificar uma determinada pessoa de forma fácil e rápida, caso não saibamos o seu nome. Por exemplo, dizer "o patinho feio" (que por acaso é cinzento) para identificar o único patinho cinzento, que toda a gente conhece e com quem simpatiza, de entre dezenas de vários patinhos brancos comuns é uma forma aceitável, embora insultuosa, de o identificarmos, correto? (Agora, por amor da santa, não façam como com as estátuas e não se metam a queimar livros do Hans Christian Andersen, ok?)

Por outro lado, e sendo que racismo significa "ódio por quem tem outra origem étnica ou racial", ao identificarmos alguém por uma característica não demonstramos ódio mas apenas desrespeito, que são duas coisas completamente diferentes. O "negro" é o único indivíduo de raça negra num banco de brancos. Se tivesse dito "vai para a tua terra" ou algo que um militante do PNR aprende na creche, aí sim, seria racismo.
Daí que, apesar de ter sido uma boa desculpa para interromper o jogo, não foi de todo racismo, apenas uma (alegada) manobra para esquecerem o possível processo disciplinar ao referido treinador. Como os americanos dizem: nice try!

Na escala de classificação do CarlosaxCritical, esta afirmação é:
Enganadora

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Polígrafo: o padrão de beleza ideal é irreal?

O que está em causa?
Mulheres e marcas têm vindo cada vez mais a afirmar que os padrões de beleza ideal não são reais, já que muitas das produções fotográficas envolvem o uso de software para remoção digital dos "defeitos" das modelos (e.g. Photoshop). Serão os resultados, ou seja, as fotografias alteradas, irreais?

É de facto verdadeiro que a indústria da moda recorre não só à maquilhagem como também à alteração digital de fotografias (e até de vídeos) para enaltecer o corpo da mulher, incluindo: remoção de pequenas gorduras, celulite, sinais, etc. Aliás, a mulher comum também o faz ao usar sutiãs almofadados ou push-up, porém, os homens não se queixam.
No entanto, tais alterações são mínimas, e as modelos presentes nessas fotos são reais (excetuando a Lara Croft).
Aliás, algumas mulheres surgem frequentemente ao vivo, perante milhares de testemunhas que podem confirmar que realmente têm padrões de beleza ao nível da realeza divina grega. Inclusive, mulheres já com alguma idade e mães, que podemos afirmar que são bem "reais". Por exemplo:

Gwen Stefani (51 anos, 3 filhos)

Melanie C (45 anos, 3 filhos)

Para além do mundo artístico, é também possível encontrar mulheres reais com beleza ideal tanto no desporto como também nos desfiles ao vivo de moda, como o da Victoria's Secret que costumava paralisar as ruas de Nova Iorque com os efeitos especiais de beleza irreal... certo? Não! Não eram efeitos especiais, e quem lá foi confirma, as mulheres eram bem reais!

Vénus de Milo

Assim, desde a Vénus de Milo que há milhares de anos existe um padrão de beleza bem definido, e que consiste, simplesmente, em assegurar a boa manutenção do corpo para evitar problemas de maior como tromboses ou feiura. Pensa-se que a definição da "beleza ideal" terá sido sempre essa.
Bem poderiam ter feito uma estátua da "mulher real", mas vá-se lá saber, talvez naquela altura, talvez por ainda não existirem cadeias de fast food e por as mulheres serem obrigadas a comer saudável ou por serem obrigadas a exercitarem-se em vez de ficarem sentadas no sofá a encherem o bandulho com açúcar e gordura, talvez as "mulheres reais" fossem todas umas vénus!?

Portanto, a conclusão é clara: não, o padrão de beleza ideal não é irreal, é bem real, apenas basta que deixem de ter inveja de quem o tem e se esforcem um bocadinho!

Na escala de classificação do CarlosaxCritical, esta afirmação é:
Falsa